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do Agrupamento
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Afonso III das Astúrias, ali por volta de 876, lançou-se na reconquista
das terras a sul do Douro. S. Martinho e Lamego ficaram de novo dos cristãos,
mas, no tempo do temível Almançor, em finais do séc. X, de
novo os mouros conseguiram haver estes lugares. As populações
ficaram outra vez sujeitas aos vencedores a quem pagavam pesados tributos,
mas nos meados do séc. XI, o rei Fernando I de Castela - Fernando
Magno -, tomou de novo aos mouros a terra e o castelo de S. Martinho
e, desta vez definitivamente. O repovoamento das terras fez-se pelo sistema de presúria, isto é, pela apropriação de terras feita pelos guerreiros, à medida que os árabes as abandonavam. Para legalizar esta apropriação de terras, o rei Fernando Magno de Leão, deu carta de foral a S. Martinho de Mouros, talvez em 1058. Este foral foi mais tarde confirmado por D. Afonso VI rei de Leão, porque em 1121 quando D. Teresa confirmou os anteriores reduzindo-os a escrito, fez referência ao foro que «os homens de S. Martinho de Mouros em tempo de seu avô e de seu pai... que deram aquele castelo com aquele foro ao alvazil D. Sisnando». Fernando I - O Magno, rei de Castela (1035-1065) e de Leão (1037-1065), era filho de Sancho, rei de Navarra, do qual herda o condado de castela, convertido em reino (1035). Pouco depois entra em guerra com seu cunhado Bermudo III, rei de Leão, que é vencido e morre na batalha de Tâmara (1037). Sucede-lhe no trono, unindo assim os dois reinos. A posse de certas terras que seu irmão Garcia, rei de Navarra, considera suas dá origem a conflito entre os dois. Termina pela batalha de Atapuerca (1054), na qual Garcia perde a vida. Esta vitória permite-lhe alargar os seus domínios até à linha do Ebro. Estabelecida a ordem, inicia (1055) a sua campanha contra os mouros, aos quais conquista Viseu, Lamego e Tarouca (1057), Penalva e o Castelo de S. Martinho, pertencentes ao rei de Badajoz. A notícia desta acção libertadora de S. Martinho e da respectiva data vem na crónica dos Godos. O monarca alargou sem dúvida o território cristão que viria a ser o núcleo do condado portucalense, mas não parece ter dado a suficiente autonomia de governo às terras reconquistadas. Orientava a sua política na busca de uma forte centralização de poder, com a quebra consequente das autonomias regionais.
O Símbolo do Agrupamento O Símbolo do Agrupamento de Escolas Fernando Magno é o Sinal de Fernando Magno. |